Hic et Hec”, de Honoré-Gabriel de Riqueti Mirabeau, é um romance erótico escrito no final do século XVIII. A obra aprofunda-se em temas de exploração sexual e desejo, apresentando de maneira provocativa as interações e relações entre os seus personagens. A narrativa introduz-nos a um jovem protagonista, um abade, cujas experiências de prazer e educação se desenrolam num contexto complexo, envolvendo vários personagens, especialmente mulheres. A primeira parte do romance estabelece o cenário da vida deste abade, começando pela sua infância, durante a qual ele reflete sobre as influências que moldaram a sua compreensão do amor e da sexualidade. Ele relata os seus encontros com os seus professores masculinos, que desempenham um papel significativo no seu despertar sexual, levando-o eventualmente ao relacionamento com a bela Madame Valbouillant e a sua jovem protegida, Babet. À medida que o abade navega por estas relações, a narrativa evolui para uma mistura de aventuras sensuais e situações cómicas, ilustrando a natureza extravagante e multifacetada do erotismo na França do século XVIII. O início do livro estabelece tanto o tom de curiosidade desenfreada quanto o contexto histórico que informa os desejos e as ações dos personagens.