"Ihmisten kapina : Kolminäytöksinen draama", de Lauri Haarla, é uma peça em três atos escrita no início do século XX. Ambientada num futurista terceiro milénio, dramatiza o confronto entre um magnata de um truste que domina o mundo, Huggs, e o seu filho idealista Robert, com trabalhadores, políticos e aventureiros envolvidos numa luta em torno do monopólio, da justiça e da dignidade humana. Entre as figuras centrais estão o herdeiro implacável Ernst, a frágil Gertrud, a vivaz Graciosa e o engenheiro Straum. A peça explora como o poder privado, a arte de governar e as lealdades familiares colidem quando um império procura controlar o globo. A abertura da peça apresenta Huggs no seu escritório semelhante a uma fortaleza, venerando um santuário privado enquanto governa mercados e governos, enquanto a sua mulher Bertha implora pelo filho atribulado Ernst e chega a notícia de que Robert regressa com uma frota aérea capturada da União (Uniooni). Huggs ostenta o seu domínio sobre ministros e um presidente que pede salvação, zomba de um pretenso pretendente real e prepara-se para entregar o seu sistema a Robert. Quando Robert chega com Graciosa, enfrenta Huggs por causa das políticas laborais brutais e jura ou a reconciliação com a União ou a luta aberta; Huggs replica com um plano frio de deixar a Europa à fome para vencer, exigindo a submissão de Robert diante de um retrato sagrado, que Ernst profana, destroçando o momento. O segundo ato transfere-se para um estaleiro da União onde os «rapazes de Catilina» de Ernst tramam sabotagem, Gertrud alerta Straum do perigo e Robert insta os trabalhadores a rejeitar os ricos subornos de Huggs e a escolher uma greve pacífica e coordenada para impedir o seu monopólio final; os trabalhadores concordam no instante em que Huggs aparece para acusar Robert e Straum de os enganarem, afirmando que o destino da Europa já está selado.