The Psychology of Jung, de James Oppenheim, é uma introdução popular concisa à psicologia analítica escrita no início do século XX. Percorre a nova psicologia da psicanálise e apresenta um relato claro da abordagem de Jung — sobretudo o inconsciente coletivo, o mito arquetípico, os tipos de personalidade e o objetivo da individuação. O livro começa com a exposição de Freud sobre o recalque, o inconsciente, o simbolismo onírico, a transferência, a sublimação e o complexo de Édipo; em seguida esboça a visão rival de Adler sobre a inferioridade, a “ficção diretora” e a vontade de poder. Ao voltar-se para Jung, narra a ruptura com Freud e introduz o inconsciente coletivo, os mitos universais de morte e renascimento e a religião como projeção, descrevendo a introversão como uma descida perigosa, porém criativa. Oppenheim contrasta extroversão e introversão e explica as quatro funções de Jung — pensamento, sentimento, intuição, sensação —, combinando-as em oito tipos psicológicos; ilustra como o desenvolvimento unilateral gera neurose. Enquadra o conflito da época como amor/extroversão versus poder/introversão, interpreta Faust e o Prometheus und Epimetheus de Spitteler para mostrar o embate e sua resolução, e apresenta a “função transcendente” de Jung e a fantasia orientadora como via de reconciliação dos opostos. O livro encerra definindo a individuação como o fim da análise e defendendo uma cura individualizada e voltada para o futuro, com notas de leitura complementar.