Assassinato em Paris”, de Alice Campbell, é um romance policial escrito no início do século XX. A história acompanha a jovem americana Catherine West, que acaba de chegar a Paris para visitar a viúva de seu primo, Germaine Bender, e um observador advogado inglês, Geoffrey Macadam. Catherine percebe rapidamente que o luxuoso apartamento de Germaine esconde problemas: funcionários reservados, indícios de loucura e uma “amiga” dominadora que circula frequentemente pela casa – tudo isso sugere perigos por trás da aparência impecável. O romance narra a jornada angustiante de Catherine desde o trem até o apartamento de Germaine, onde ela conhece Geoffrey e lê uma carta perturbadora de Hermione Cushing, uma velha conhecida de Germaine. No apartamento, ela não encontra ninguém para recebê-la: apenas um porteiro hostil, um mordomo desagradável (Eduardo), uma criada dominadora (Jeanne) e uma cozinheira extravagante, além de sinais evidentes de negligência. Jeanne tenta enviá-la para um hotel, mas Catherine insiste em ficar e percebe que ela sai secretamente para encontrar um homem suspeito. Catherine também descobre sobre o incidente quase fatal de Germaine com o álcool carbólico; ouve versões contraditórias dos acontecimentos – Germaine afirma que foi um acidente, enquanto Jeanne insiste que foi uma tentativa deliberada. Além disso, descobre que já houve outro incidente envolvendo a janela do apartamento, o que levou Jeanne a trancá-la. Durante uma visita tensa ao quarto de Germaine, Catherine percebe que ela está frágil, mas lúcida; também nota que é controlada rigorosamente por Jeanne. Uma breve ligação do médico sugere a possibilidade de delírios nervosos. À medida que as dúvidas aumentam – especialmente em relação à influência de Hermione Cushing – Geoffrey telefona, e Catherine decide encontrá-lo, buscando um aliado numa situação que já parece perigosa.