Os Sonhos do Anarquista”, de Ugo Mioni, é um romance provavelmente escrito no final do século XIX. A história explora a vida de dois personagens contrastantes: um homem mais velho e autoritário e um jovem anarquista apaixonado, que mantêm diálogos intensos sobre a vida, a filosofia e a rebelião contra as normas sociais. Temas como o existencialismo e a luta pela liberdade contra a opressão religiosa e governamental são evidentes em suas conversas. No início do romance, os dois personagens são apresentados sentados em um ambiente elegantemente decorado, bebendo vinho e fumando. O homem mais velho expressa uma visão fria e calculista da vida, sugerindo que a alma humana está acorrentada por vários laços; o jovem, por sua vez, defende fervorosamente seus ideais de liberdade pessoal e sua convicção no anarquismo. O diálogo revela a raiva do jovem em relação às estruturas sociais, especialmente à religião, que, na sua opinião, restringe tanto o corpo quanto a alma. À medida que a discussão se intensifica, fica claro que o jovem está preparando-se para cometer um ato violento como expressão de suas crenças, o que prepara o terreno para o conflito e o drama que se desenrolarão ao longo da história.