*A Anatomia da Revolução* é um livro de Crane Brinton publicado em 1938, no qual são delineadas as “semelhanças” entre quatro grandes revoluções políticas: a Revolução Inglesa dos anos 1640, a Revolução Americana, a Revolução Francesa e a Revolução Russa. Brinton observa que essas revoluções seguiam um ciclo comum, que começava com a desintegração da ordem estabelecida, passava por regimes moderados e radicais, e terminava com reações contrárias às mudanças introduzidas. O livro foi considerado “clássico”, “famoso” e um marco fundamental no estudo das revoluções; sua influência foi tanta que serviu de base para as recomendações dadas pelo conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Zbigniew Brzezinski, ao presidente Jimmy Carter durante a Revolução Iraniana. Também foi citado no conhecido texto *Ciência Política: Uma Introdução*, escrito por Michael G. Roskin e outros autores. Uma edição revisada foi publicada em 1952, e outra, ampliada, em 1965; o livro continua sendo impresso até hoje. Brinton resume o processo revolucionário da seguinte forma: “O processo começa com uma crise financeira, seguida pela organização dos descontentes com o status quo a fim de resolver essa crise. Esses grupos apresentam exigências revolucionárias; se atendidas, essas exigências significariam, na prática, a abdicação dos governantes em exercício. O governo tenta reagir com violência, mas fracassa, e os revolucionários assumem o poder. Até então, esses revolucionários agiam como um grupo organizado e quase unânime; no entanto, após conquistarem o poder, fica evidente que não são mais unidos. O grupo que domina as primeiras fases de uma revolução costuma ser considerado moderado… O poder é transferido, por métodos violentos, da direita para a esquerda” (p. 253). (Este resumo foi retirado da Wikipédia.)
Página da Wikipédia sobre este livro: en.wikipedia.org/wiki/The_Anatomy_of_Revolution