"Valheen verkko", de Harry Sidney Warwick, é um romance escrito no início do século XX. É um drama moral de engano, culpa e identidade, centrado no respeitado advogado Hartley Lathom, na sua jovem esposa Margot e no antigo amigo e acusador Rickard Jardine, enquanto um processo judicial e um amor por resolver remodelam as suas vidas. O tom mistura intriga jurídica, tensão doméstica e suspense psicológico com um vislumbre de possível redenção. A abertura do romance mostra Lathom a sair do tribunal sob a acusação de Jardine de ter desviado os fundos da mãe falecida, enquanto Margot suprime sentimentos persistentes por Jardine. Em casa, Lathom confessa uma falta moral e um delito efetivo, implora a Margot que peça a Jardine que interrompa o caso, e ela descobre que Jardine já tinha decidido retirar-se por causa dela; os dois reconhecem um apego passado, mas ela recusa-se a deixar o marido. Ao regressar, Margot mente por um momento, dizendo que Jardine recusou; no desespero que se segue, Lathom mata a tiro o seu escrivão desonrado Fenwick durante uma intromissão embriagada e depois impõe um encobrimento: Fenwick é vestido como Lathom, a morte é encenada como suicídio de Lathom, e Hartley foge sob o alias de David Muir. Em Londres lê o relato do próprio «enterro», é trespassado por uma carta terna da namorada de Fenwick e, atormentado pela culpa, depara-se com um incêndio na cidade onde, por impulso, salva uma criança — sugerindo que o seu caminho poderá voltar-se para a expiação.