"Hypatia", de John Toland, é um relato histórico escrito em meados do século XVIII. O livro explora a vida e a morte trágica de Hipátia, uma renomada filósofa e matemática da Alexandria antiga, destacando as suas realizações extraordinárias e as brutais circunstâncias que envolveram a sua morte às mãos de uma multidão religiosa. Procura lançar luz sobre a tensão entre o cristianismo ascendente e a filosofia pagã em declínio da época. A narrativa acompanha Hipátia, celebrada tanto pela sua beleza como pelo seu intelecto. Como filha de Teão, diretor da Escola de Alexandria, recebe uma educação superior àquela acessível à maioria das mulheres da sua época, tornando-se por fim uma professora e filósofa de destaque por mérito próprio. Contudo, a sua estreita relação com Orestes, governador romano de Alexandria, desperta a inveja e a ira do bispo Cirilo e dos seus seguidores. A animosidade destes culmina numa conspiração trágica que conduz ao assassinato brutal de Hipátia, servindo simultaneamente como condenação da interseção violenta entre política e religião no seu tempo e como um comovente lembrete do seu legado enquanto símbolo do conhecimento e da virtude.