O Livro do Gato”, de Frances Simpson, é um compêndio ilustrado destinado aos entusiastas e criadores de gatos, escrito no início do século XX. O livro explora a história, as raças, o cuidado, as exposições e a anatomia dos gatos domésticos, sendo apoiado por numerosas ilustrações e fotografias. Dirigido a entusiastas e criadores, combina orientações práticas com informações culturais, além de perfis de importantes associações e clubes relacionados aos gatos. O início do livro apresenta um conteúdo extenso e uma lista das ilustrações, seguido por uma introdução na qual Simpson explica o objetivo de criar um guia acessível e baseado em experiências reais; ela também agradece aos especialistas que contribuíram para o livro (em áreas como cuidados veterinários, raças estrangeiras e americanas, anatomia dos gatos) e cita as palavras elogiosas de Harrison Weir. O Capítulo I, “Gatos do Passado”, analisa os mitos sobre a origem dos gatos e sua importância no Antigo Egito (como os deuses Pasht e Bubastes, bem como o processo de mumificação); menciona referências clássicas esparsas e contrasta as superstições e crueldades medievais com o respeito que esses animais receberam posteriormente por parte de escritores, artistas e heraldistas. O capítulo também aborda o folclore, os cantos de ninar e a arte, destacando nomes como Madame Ronner, Eugène Lambert e Louis Wain. No início do Capítulo II, o texto lista os nomes dos gatos em diferentes idiomas; revisita crenças populares, como a de que os gatos têm “nove vidas”, com histórias sobre sua resistência e capacidade de encontrar o caminho de volta para casa; enfatiza a utilidade dos gatos em instituições públicas; menciona o comércio de carne de gato e alguns aspectos humorísticos relacionados a esses animais (como os censos e os gatos usados no tênis de mesa); e apresenta as organizações dedicadas ao cultivo dos gatos, destacando a liderança do National Cat Club e seus objetivos.