Fisiologia Geral” de Max Verworn é um tratado científico escrito no início do século XX. Apresenta uma “fisiologia geral” unificada, baseada na fisiologia celular, sintetizando a biologia comparativa com conhecimentos químicos, físicos e metodológicos para explicar os processos essenciais da vida – desde o metabolismo e a formação dos organismos até a energia, os estímulos e a morte. O início do livro esclarece seu objetivo: fornecer um mapa orientador sobre os objetivos, métodos e problemas da fisiologia, ao mesmo tempo em que adverte contra especializações excessivamente restritas. Define a fisiologia como o estudo da vida e argumenta que isso requer uma abordagem celular; em seguida, mostra quão difícil é distinguir entre seres vivos e não-vivos, utilizando exemplos visuais obtidos ao microscópio (sementes inativas, levedura versus gotículas de gordura do leite, cristais que imitam comportamentos vitais), destacando a necessidade de critérios claros para essa distinção. Esclarece o conceito de “explicação” como a redução de fenômenos complexos a elementos mais simples, questiona se a vida pode ser estudada no contexto da estrutura espaço-temporal e analisa a relação entre fenômenos físicos e mentais. Por fim, inicia um resumo histórico abrangente, que vai desde o animismo mítico e a filosofia grega até a doutrina do “Pneuma”, o sistema e os experimentos de Galeno, o período de estagnação medieval, a anatomia renascentista e as descobertas sobre a circulação sanguínea de Harvey, passando por Bacon, Descartes, van Helmont e Borelli. O trecho selecionado para esta análise termina nesse ponto.