O Trágico”, de Zsolt Beöthy, é um tratado filosófico escrito no final do século XIX. Esta obra explora os elementos da tragédia e sua importância na arte e na vida, incluindo a natureza do heroísmo trágico e o equilíbrio entre princípios individuais e universais. O livro visa aprofundar-se em várias dimensões da tragédia, conforme vivenciadas pelos personagens, recorrendo a exemplos literários de obras consagradas. Provavelmente aborda temas como o destino, os dilemas morais e a condição humana. No início de “O Trágico”, o autor introduz o conceito de tragédia, enfatizando sua natureza ao mesmo tempo reconfortante e complexa. Beöthy argumenta que os eventos trágicos geralmente resultam de um conflito entre as qualidades inerentes do indivíduo e as pressões da ordem universal, o que pode levar a percepções profundas e a uma espécie de catarse. Ele também analisa a dualidade do herói trágico: suas qualidades admiráveis coexistem com falhas que, no final, levam ao seu declínio. Ao longo desta primeira parte do texto, Beöthy recorre à literatura clássica, utilizando personagens como Antígona e Macbeth para ilustrar essas dinâmicas trágicas e mostrar como tais conflitos ressoam na experiência humana.