Juvenilia; Prosa Leve”, de Miguel Cané, é uma coleção de reflexões autobiográficas e ensaios escritos no final do século XIX. A obra retrata as memórias da infância do autor e suas experiências como estudante em um internato, refletindo sobre a alegria e as dificuldades da juventude. Cané, uma figura proeminente na literatura e na política argentinas, utiliza suas próprias memórias para explorar temas mais abrangentes como educação, companhia e nostalgia. No início de “Juvenilia”, Cané prepara o cenário ao relatar as emoções fortes dos seus primeiros dias no Colegio Nacional, uma instituição que havia sido construída sobre os restos de um antigo convento. Ele descreve vividamente sua tristeza e solidão, agravadas pela perda de seu pai, além das dificuldades em se adaptar ao ambiente rigoroso do colégio – incluindo o clima frio dos corredores e as regras severas da escola. Ao lidar com esse novo ambiente, ele encontra consolo na literatura, desenvolvendo uma paixão pela leitura de romances que o levam a um mundo de aventuras e emoções, em contraste marcante com a monotonia de sua vida escolar.