O Sinal Sinistro”, de Lee Thayer, é um romance policial escrito no início do século XX. A história gira em torno da súbita desaparição da célebre atriz Mary Blake e das perturbadoras pistas de violência deixadas para trás, o que atrai seu admirador Donald Van Loo Morris e o detetive particular Peter Clancy. À medida que um roubo encenado, um cachecol manchado de sangue e uma irmã misteriosa chamada Anne vêm à tona, o caso combina romance, identidade e perigo em uma trama bem estruturada. O início do livro descreve a tensa refeição noturna de Mary Blake com Donald, durante a qual ele confessa seu amor enquanto ela insinua ter um fardo que não consegue compartilhar. Depois de voltar para casa sozinha, Mary envia a Donald uma carta urgente e íntima sobre um passado oculto, um perigo iminente e um passo decisivo que deve tomar; ela jura voltar “limpa” ou desaparecer para sempre, alertando que apenas sua irmã Anne permanecerá. Alarmado, Donald corre até seu apartamento e encontra um cachecol de seda preso na porta, manchado de sangue; os cômodos parecem ter sido saqueados, cinzas de papéis queimados estão espalhadas pelo chão, e a vidraça quebrada da janela da cozinha sugere que o roubo foi encenado. Peter Clancy assume o caso, observa sinais de que os moradores planejavam fugir, descobre manchas de sangue no corredor, perde contato com um misterioso telefonista que procurava por Anne e, em seguida, rastreia um taxista que levou uma única mulher e uma mala pesada do prédio até a Estação Ferroviária da Pensilvânia — provavelmente Anne, coberta por um véu e marcada por uma mancha de nascença vermelha. Com isso, a investigação começa oficialmente.