Gleanings in Europe: Italy, vol. 2 de 2”, de James Fenimore Cooper, é um relato de viagem escrito no início do século XIX. Apresenta as observações de um viajante americano ao atravessar o sul da Itália e chegar a Roma, combinando descrições vívidas das paisagens com informações sobre antiguidades, vida local e comentários políticos incisivos. O foco está nas rotas costeiras, templos em ruínas, museus e aspetos urbanos, tudo visto através de um olhar americano reflexivo e, muitas vezes, comparativo. O início da obra acompanha o narrador desde Sorrento até Amalfi de barco, depois ao longo do Golfo de Salerno até Eboli e a planície onde ocorrem epidemias de malária, em direção a Paestum – cujo imenso Templo de Netuno inspira reflexões sobre o tempo e a resistência humana. O autor contrasta as terras desoladas e assombradas pela febre com a grandiosidade das ruínas; em seguida, retorna por Salerno, passando por Pompeia e Castel-a-Mare, onde os atos políticos de Murat durante a guerra levam a uma crítica severa à política comercial americana. De volta a Nápoles, após uma viagem difícil, ele desfruta dos teatros de rua, da suavidade do céu outonal e dos tesouros dos museus, observando os papiros de Herculano e refletindo sobre artefatos, gostos culturais e até o design das moedas americanas. A rota para Roma inclui o grande aqueduto e o palácio de Caserta, Capua, um trecho remanescente da Via Apiana, Gaeta e Terracina, além dos Pântanos Pontinos (com um alarme falso sobre supostos bandidos). A primeira visão ampla da Campagna Romana leva a uma entrada impressionante pelo Coliseu e pelo Fórum, bem como ao contato inicial com a imensidão de São Pedro. O capítulo termina com uma descrição geral da região e das antigas muralhas romanas, questionando a localização tradicional da Rocha Tarpeia e analisando os circuitos defensivos e a população de Roma.