Loucura e Morte de Nadie”, de Benjamín Jarnés, é um romance escrito no início do século XX. Trata-se de uma exploração modernista e introspectiva sobre a identidade e o anonimato em uma cidade agitada, centrada em Juan Sánchez y Sánchez – um homem convencido de que não é “ninguém” – e em Arturo, o observador distante que acaba se envolvendo em sua vida. Através de bancos, bares, quartos e cabarés, o livro investiga a instabilidade da identidade pessoal, a força da multidão e as seduções do desejo. No início do romance, Arturo encontra Juan em um ambiente frenético de banco, onde números, máquinas e preços das commodities transformam as pessoas em “tipos” genéricos; apenas então Juan revela uma assinatura tatuada no peito – sua prova desesperada de sua existência. Ao longo da conversa, Juan confessa seu medo de não ser nada, enquanto Arturo, um inspetor de seguros, defende a necessidade de ações concretas em vez de abstrações. Paralelamente, acompanhamos o relacionamento secreto de Arturo com Rebeca; sua presença sensual contrasta fortemente com as discussões sobre essência e existência. Quando Arturo visita a casa de Juan para jantar, Rebeca aparece como Matilde, a esposa de Juan, criando uma situação tensa entre os quatro personagens. Uma noite em um cabaré aprofunda ainda mais essa crise de identidade: Juan é brevemente “reconhecido”, mas é rejeitado quando a mulher percebe que ele não é o homem que pensava ser, fazendo-o chorar ao dizer que é “ninguém”. O capítulo termina com uma esperança súbita: um convite da Condessa de Monte Azul, que Juan vê como uma possibilidade de origem nobre para ancorar sua identidade instável.