Le streghe”, de Defendente Sacchi, é um tratado sobre bruxaria e superstição escrito no final do século XIX. A obra explora as crenças históricas relacionadas a bruxas, magia e as percepções sobre as mulheres acusadas de bruxaria. Serve tanto como um relato histórico quanto como uma análise da importância cultural dessas crenças na sociedade. No início do texto, o autor apresenta um prefácio que reflete sobre o estado atual das superstições relacionadas a bruxas, observando que, apesar dos avanços no conhecimento, a crença na bruxaria continua persistindo. Sacchi discute vários textos e o ressurgimento do interesse pela magia e pelo oculto, vinculando-os aos medos sociais e às perseguições legais contra aqueles acusados, especialmente mulheres. A narrativa prepara o terreno para uma exploração mais aprofundada de diferentes práticas mágicas, das reações da sociedade à bruxaria e das dinâmicas entre homens e mulheres nesse contexto. A menção a um congresso de bruxas apresenta, de forma intrigante, uma reunião surreal e macabra, repleta de figuras simbólicas, convidando os leitores para o mundo sombrio da magia e da superstição que será descrito ao longo do tratado.