W U R”, de Karel Čapek, é uma peça de ficção científica escrita no início do século XX. Ela examina o surgimento de trabalhadores artificiais produzidos em massa e as perturbações que eles provocam, focando-se no chefe da fábrica, Harry Domin, seus colegas diretores na empresa Werstands Universal Robots e a visitante idealista Helene Glory. A peça investiga o progresso tecnológico, o trabalho e o que separa os humanos de uma eficiência desprovida de emoção. O início da peça nos leva ao escritório central da W.U.R., onde Domin supervisiona um vasto setor industrial de robôs, enquanto Helene Glory chega para inspecionar a fábrica e defender o tratamento humano e a “liberdade” dos robôs. Domin explica a origem da vida sintética e como os engenheiros da Werstands criaram trabalhadores simplificados e desprovidos de emoção, descrevendo um processo de produção que trata os corpos como peças mecânicas e as mentes como software. Helene conhece os robôs Sulla e Marius, testemunhando sua utilidade precisa, mas também sua total falta de emoções. Em seguida, ela enfrenta a equipe de Domin — Fabry, Gall, Hallemeier, Busman e Alquist — que rebate suas argumentações com justificativas sobre eficiência e um futuro sem o trabalho humano. Uma proposta impulsiva une Helene a Domin; dez anos se passam, e presentes começam a chegar. Um navio de guerra chamado Ultimus aparece no porto, e notícias sobre violências causadas por robôs e uma queda drástica no número de nascimentos humanos surgem. Nana, a devota enfermeira de Helene, condena a blasfêmia de criar seres humanos por meio de máquinas, enquanto Alquist expressa seu medo do “progresso” e reza por que tudo volte ao normal. Helene enfrenta então o robô Radius, que declara ódio pelos humanos e desejo de governar. O Dr. Gall revela experimentos que conferem aos robôs dor e maior sensibilidade, mas não amor. Perturbada com essa realidade, Helene considera uma medida drástica… e ordena que um incêndio seja acionado.
R.U.R.