Os seis livros de Proclo, sucessor platônico, sobre a teologia de Platão…” é uma tradução e comentário filosóficos escritos no início do século XIX. Apresenta a teologia neoplatônica de Proclo e seus tratados relacionados em inglês, sendo enquadrada por uma introdução extensa que defende uma teologia pagã hierárquica e “científica”, emanante da Unidade Inefável, com ordens divinas subordinadas que animam o cosmo. O volume destina-se a leitores de platonismo tardio e teologia clássica, explorando suas interseções com as tradições judaicas e cristãs. Na abertura deste volume, o tradutor defende uma teologia grega rigorosamente fundamentada em raciocínios lógicos: desde Orfeu, passando por Pitágoras, Platão e Proclo, a Unidade Inefável situa-se além do ser, sendo dela que provém uma cadeia de unidades divinas (os Deuses) e, através delas, todos os níveis da realidade. Ele defende este sistema contra o ridículo moderno, apelando à Septuaginta, a Paulo, aos Pais da Igreja e aos escolásticos, argumentando que as Escrituras mesmas implicam a existência de muitos deuses/anjos menores e céus “animados” por esses seres; cita também Sinésio, Kepler e Berkeley para defender a ideia de uma “alma do mundo” e estrelas vivas, contrastando isso com a concepção newtoniana da força. Distingue a verdadeira piedade helénica da deificação dos homens, considera estátuas e cultos animais como auxílios simbólicos, e não como deuses reais (com base em Sálustio, Máximo de Tiro, Plutarco e Juliano), criticando ainda a veneração católica de imagens e santos como uma corrupção pior que o paganismo. A introdução encerra-se descrevendo a obra de Proclo como uma “desdobramento científico” dos processos divinos, alertando que ela só é acessível a leitores bem preparados, e elogiando o estilo de Proclo.