Educação como Serviço”, de J. Krishnamurti, é um tratado filosófico sobre a natureza da educação, escrito no início do século XX. Esta publicação explora o papel transformador da educação no desenvolvimento pessoal e social, enfatizando a importância do amor e da compreensão na relação entre professor e aluno. O livro defende um sistema educacional reinventado que dê prioridade às necessidades emocionais e espirituais das crianças, em contraste com estruturas rígidas e convencionais que sufocam o crescimento individual. Nesta obra, Krishnamurti argumenta que a verdadeira educação deve fomentar um senso de serviço e responsabilidade tanto entre professores quanto alunos. Ele sugere que o amor deve nortear a abordagem do professor, criando um ambiente acolhedor que incentive os alunos a aprender com alegria e liberdade. O texto analisa várias qualidades essenciais para os professores, como o amor, a discriminação positiva e a ausência de desejo pessoal, características que, segundo ele, contribuirão para cultivar uma atmosfera de respeito mútuo e crescimento conjunto. Ao dar prioridade às necessidades individuais e ao desenvolvimento do caráter, as escolas podem se tornar centros de alegria e comunidade, em vez de meras instituições de conhecimento, moldando assim cidadãos compassivos e comprometidos.