« The organisation of thought, educational and scientific » de Alfred North Whitehead é uma coletânea de ensaios sobre educação e filosofia da ciência escritos no início do século XX. Defende uma abordagem viva e integrada da aprendizagem que une teoria e prática, rejeita as « ideias inertes » e reformula os currículos — sobretudo a matemática e a formação técnica — para cultivar o juízo, a criatividade e o estilo. O volume passa provavelmente da reforma da sala de aula e da finalidade social do ensino técnico a reflexões mais amplas sobre os conceitos científicos e a organização do pensamento. A abertura deste volume delimita o seu alcance num prefácio — primeiro ensaios sobre educação, depois textos de filosofia da ciência — antes de lançar, em plena urgência de guerra, um apelo à reforma. O Capítulo I estabelece duas regras (ensinar poucas disciplinas, ensiná-las a fundo), ataca a informação inerte, argumenta que prova e uso devem ir juntos, critica os exames externos uniformes e define a educação como cultivo da cultura, da perícia e do « estilo », concluindo com o dever e a reverência como seu núcleo moral. O Capítulo II reenquadra o ensino técnico como inerentemente liberal, insistindo em que a alegria no trabalho, a visão moral e a arte impulsionam o trabalho qualificado, a invenção e a empresa, e em que o ofício manual, a ciência e a literatura devem interpenetrar-se. Esboça três currículos entrelaçados (literário, científico, técnico), enfatiza a prática mão–olho, propõe uma formação ampla, não estreita, ligada às ciências adequadas, e trata a literatura como gozo e não como gramática. O Capítulo III, um discurso de dia de prémios, louva a perseverança em tempo de guerra, chama os estudantes ao serviço público e urge o Polytechnic a ser um centro cívico onde a arte, o lazer e o ofício elevam o trabalho — ligando o património teatral de Southwark à indústria moderna e apresentando o instituto como um « arsenal para a paz ». O início do Capítulo IV argumenta que a matemática no ensino geral deve despojar-se do pormenor recôndito em favor de um pequeno conjunto de ideias poderosas — número, quantidade e espaço — ilustradas por experiências, gráficos, cálculo simples, estatística e a história das ideias (por exemplo, o Livro V de Euclides).