Tragédias do Sexo”, de Frank Wedekind, é uma coleção de peças escritas no final do século XIX e início do século XX. Reunindo “A Despertar da Primavera”, “O Espírito da Terra”, “A Caixa de Pandora” e “Danação!”, estas obras confrontam o desejo sexual, a repressão e a hipocrisia burguesa através de um drama franco e perturbador. As peças focam na juventude volátil e em adultos predatórios ou corrompidos – destacando-se os alunos Melchior, Wendla e Moritz, bem como a sedutora Lulu – para revelar como autoridade e moralidade deformam a vida privada. A abertura do volume apresenta o autor como um provocador de vanguarda e precursor do Expressionismo, antes de introduzir a primeira parte de “A Despertar da Primavera”. Conhecemos Wendla, que se ressente por ser forçada a seguir os costumes adultos; Melchior e Moritz, que debatem sobre sexo e sofrem sob pressão acadêmica; e meninas que revelam casos de abuso doméstico, especialmente Martha. Moritz verifica secretamente as listas de classificação e, ao passar temporariamente no exame, sente-se aliviado… mas logo assustado. Na floresta, Melchior e Wendla discutem sobre caridade e moralidade; em um momento perturbador, ela pede para ser agredida e ele perde o controle. Cenas subsequentes aprofundam o despertar sexual e a confusão: as conversas francas de Melchior com Moritz (e sua mãe tolerante); as evasões da mãe de Wendla sobre a origem das crianças; as atividades secretas de Hansy; e um encontro tensivo entre Melchior e Wendla no celeiro. Uma carta mostra que a mãe de Melchior se recusa a financiar a fuga de Moritz, exortando-o à força; Wendla vagueia pelo jardim, envolvida em uma alegria confusa e secreta; enquanto Moritz, ao entardecer, está à beira do desespero.