Humanismo e América”, de Norman Foerster, é uma coleção organizada de ensaios escritos no início do século XX. O livro defende um humanismo clássico e disciplinado como uma solução contra o ceticismo moderno, o cientificismo e o caos cultural, especialmente nos Estados Unidos. O volume analisa questões éticas, religiosas, literárias, artísticas e educacionais através de contribuições de importantes críticos e acadêmicos. A introdução da coleção apresenta um prefácio que diagnostica os problemas modernos – como o barulho, a desilusão e o naturalismo – e propõe o humanismo, definido por padrões claros e uma distinção firme entre homem, natureza e divindade, como uma disciplina restauradora. O editor situa o humanismo americano principalmente no trabalho de Irving Babbitt e Paul Elmer More, refuta as acusações de que os humanistas seriam acadêmicos, anti-americanos, reacionários ou puritanos, e estabelece o objetivo do livro: esclarecer conceitos, restabelecer padrões éticos e abordar a vida contemporânea através das artes e do discurso público. O primeiro ensaio, de Louis Trenchard More, limita a verdadeira ciência aos princípios quantitativos que descrevem o mundo objetivo, expõe o excesso de pseudo-ciências como a psicologia e a sociologia, retrata a divisão histórica entre método objetivo e vida subjetiva desde Galileo, Descartes e Newton, e critica as hipóteses modernas (éter, elétrons, teoria da relatividade, quantum) quando tratadas como verdades metafísicas. O próximo ensaio, de Irving Babbitt, define o humanismo como a adesão aos princípios da medida, do decoro e do equilíbrio – distintos dos sentimentos humanitários – e defende a existência de um “centro estável” na natureza humana, estabelecendo paralelos com o pensamento confucionista, reconhecendo o apoio da religião e fundamentando a ética em uma vontade superior que discipline o temperamento humano. Juntos, esses primeiros ensaios definem os princípios e o objetivo do livro: substituir o relativismo e o cientificismo por padrões baseados no caráter, na discriminação e na medida.